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Sindi Clube busca soluções para reabertura dos Clubes no município de São Paulo

10/06/2020

O presidente do Sindi Clube (Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo), Paulo Movizzo, participou de reunião na prefeitura de São Paulo hoje, 10/06,  com a presença de Thiago Lobo, secretário adjunto de esportes do município, Orlando de Faria (Secretário da Casa Civil), Eduardo Tuma (Presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo), Sérgio Nabhan (Associação de Clubes Esportivos e Sócio-Culturais de São Paulo), Ailton Mendes (Associação Brasileira de Academias), Nelson Hervey (Comitê Paralímpico Brasileiro), Paulo Carelli (corridas de rua) e Humberto Panzeti (Conselho Regional de Educação Física), para tratativas sobre a retomada gradativa de atividades dos Clubes no município, que já vêm sendo debatidas há quase um mês.

Nesta reunião, foi acordado que na próxima semana serão enviados protocolos para estabelecer uma reabertura gradativa das instalações dos Clubes, com retomada de atividades conforme liberação em suas respectivas fases, de acordo com o Plano SP. Isto é, ainda que os Clubes reabram, serviços oferecidos em suas instalações, como bares, restaurantes, comércio, academias e atividades esportivas, só poderão ser liberados para funcionamento em suas respectivas fases de abertura.

Em 15 de maio o Sindi Clube já havia publicado o documento “Covid-19: Clubes Atentos”, com recomendações de procedimentos preparatórios para reabertura dos Clubes, que pode ser consultado por todos os Clubes do estado de São Paulo e do país, através deste link e, desde o início da Pandemia, em 17 de março, mantém um Comitê de Crise dos Clubes, promovendo debates, respondendo consultas jurídicas e buscando soluções com mais de 100 Clubes e quase 200 dirigentes e presidentes. 

Ontem, 9/6, foi realizado o Webinar “Covid-19: Impactos financeiros e melhores práticas na reabertura dos Clubes” com mediação de um consultor do Sindi Clube, especialista no segmento, e superintendentes de três clubes: Esporte Clube Pinheiros, Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa) e Clube Curitibano. O evento, com participação de 150 gestores e dirigentes, abordou os desafios da reabertura, do ponto de vista dos Clubes que já iniciaram esse processo, como o Sogipa e Curitibano, e de quem está se preparando para a reabertura, como o Pinheiros.

João Bauer, da Sogipa, Clube que retomou parcialmente as atividades há aproximadamente um mês, declarou que na fase da pré-reabertura manteve ao associado apenas a mensalidade da manutenção, “o clube deixou claro que só cobraria a taxa condominial por uma questão de sobrevivência”. Essa foi a postura adotada pela grande maioria das agremiações no Brasil, respaldadas na sua natureza jurídica.

Danilo Cruz, do Curitibano, que reabriu uma semana atrás, destacou os rígidos protocolos de segurança implementados e chama atenção para o positivo feedback que tem recebido dos associados “os sócios estão nos relatando que se sentem mais seguros dentro do clube do que na rua”, ressalta Danilo. “ O sócio colabora muito com o clube, me sinto muito otimista na construção de um cenário futuro", completa o superintendente.

Sobre as ações de contingência necessárias para manter o equilíbrio financeiro do clube, Yara Mansur, do ECP, ressaltou a importância da agilidade durante a crise como fator primordial de gerenciamento, “se não fossemos rápidos no diagnóstico e nas ações, o estrago poderia ganhar proporções muito grandes, estamos falando de uma queda de receita de 40 a 45%, de uma hora para outra.”

A terceira edição da pesquisa sobre ações de contingência nesse período de pandemia, realizada pelo sindicato com os Clubes em 26 de maio, revelou que 94% das agremiações paulistas apresentam inadimplência nas taxas associativas, quase metade com índices acima de 20%, um resultado muito preocupante para o setor.

Uma campanha com sete motivos para reabertura gradual dos Clubes, lançada na semana passada nas redes sociais do Sindi Clube, viralizou entre os Clubes do estado de São Paulo, com argumentos que tratam da importância das instalações e atividades físicas que essas agremiações proporcionam para a manutenção da saúde mental e imunidade de seus associados e da criteriosa preparação das agremiações para retomada gradativa das atividades.

“Como organização sem fins lucrativos, Clubes têm a saúde dos associados e colaboradores sempre em primeiro lugar e poderão tomar as melhores decisões nesse sentido, seguindo rigidamente os protocolos de saúde nos prazos estabelecidos pelas autoridades”, ressalta Movizzo.

Sendo representante de 1400 Clubes no estado de São Paulo, em 306 municípios, com 40 mil colaboradores diretos e 2,5 milhões de associados, o Sindi Clube vêm se esforçando para oferecer às agremiações alternativas e soluções que possam minimizar os impactos da crise gerada pela paralisação de atividades nos Clubes.

“Estamos nos mobilizando, criando um elo inestimável entre os Clubes paulistas e de outros estados também, para que estejam unidos e bem informados sobre as melhores práticas do setor para o gerenciamento de crise, a reabertura gradativa de atividades e as novas relações que estabelecerão com os associados, no período pós-pandemia.”, revela Movizzo. “No tempo certo, respeitando todos os protocolos requisitados, os Clubes poderão reabrir e se reerguer. Afinal, muitos já sobreviveram a duas grandes guerras, vamos superar mais uma”, acrescenta.

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